A pandemia da Covid-19 e seus efeitos devastadores para os comerciários
Data: 09-07-2020 | Publicado por: UGT - Paraná

A pandemia da Covid-19 e seus efeitos devastadores no setor do comércio

l_f_fecep.jpgO Dieese-Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos publicou recentemente uma pesquisa abordando a pandemia da Covid-19 e os trabalhadores do comércio. Nos dados apresentados pelo Dieese, o setor do comércio no Brasil representa 12% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional. De acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios Continuada (PENAD/IBGE), no 1º trimestre de 2020, o país contava com 15,6 milhões de comerciários, o que representa 17% dos trabalhadores ocupados em todo Brasil. O  comércio é o segundo setor em número de trabalhadores com redução de jornada/salário ou suspensão de contrato, atingidos pela MP 936.

O Estudo aponta que os trabalhadores do comércio estão entre os mais afetados pela pandemia do coronavírus. Entre janeiro e maio, foram fechados 446 mil postos de trabalho formais no setor. E boa parte dos que não foram demitidos também sofre os impactos: cerca de 2,5 milhões tiveram contratos suspensos ou jornada e salário reduzidos, conforme autorizado pela MP 936. Para agravar a situação, quase 1/3 dos trabalhadores do setor são informais e, com a crise do coronavírus, perderam a renda. Se o governo não implementar novas medidas para fazer com que o crédito chegue às micro e pequenas empresas, milhares de negócios do setor desaparecerão, deixando outros milhões de trabalhadores sem trabalho e renda.

Para Leocides Fornazza, o Leo, (foto), presidente da FECEP-Federação dos Empregados no Comércio do Estado do Paraná (entidade filiada à UGT), a pandemia do Coronavirus criou novos hábitos de consumo, como as compras on-line, via sites e aplicativos, mas a grande massa de mão de obra do comércio continua sendo nos pontos de venda, “precisamos sim pensar na economia, na geração de empregos e renda, mas, acima de tudo, pensar no bem-estar desses milhões de trabalhadores e trabalhadoras que se expõem aos perigos da contaminação do Coronavirus”.

Para o presidente da FECEP, as medidas a serem tomadas não podem ser unilaterais. “temos que unir esforços entre empresários, governos e trabalhadores para encontrarmos ações viáveis que atendam ao combate da pandemia com respeito aos trabalhadores e seus familiares, para isso é imprescindível a participação efetiva dos sindicatos laborais na tomada de decisões”, diz Leo.

Para ler a íntegra da pesquisa, clique aqui

 

Post Mario de Gomes
Foto: arquivo UGT

Secretário de Comunicação UGT-PARANÁ
João Riedlinger