Estudantes de Ciências Sociais ouvem a UGT-PARANÁ
Data: 21-05-2019 | Publicado por: UGT - Paraná

Estudantes de Ciências Sociais ouvem a UGT-PARANÁ

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Ana Paula, Gabriela, Rafael, Paulo Rossi e Leonardo

 

Estudantes de Ciências Sociais, da Universidade Federal do Paraná, estiveram na sede da UGT-PARANÁ, em Curitiba, na manhã de terça-feira (21/5), conversando com o presidente da central, Paulo Rossi. Os estudantes estão ouvindo dirigentes das principais centrais sindicais do Paraná, quanto às propostas dos trabalhadores e o que as centrais pensam para o País. Como tema central do trabalho dos universitários, está a reforma da Previdência.

“A UGT defende um sistema igualitário para todos os trabalhadores, incluindo militares e do poder judiciário, com um teto máximo determinado pelo INSS, para que todos os trabalhadores  sejam atendidos de forma igual”, explicou Rossi. O presidente da central exemplificou essa questão: “ os servidores públicos são chamados de marajás, mas a aposentadoria média desses trabalhadores não ultrapassa dois salários mínimos”. Rossi destacou que a UGT discorda do projeto de reforma da Previdência do governo em várias questões, dentre eles o cálculo do BPC e aposentadoria rural.  “O governo Bolsonaro mente ao dizer que a reforma da Previdência será para atender aos mais pobres, disparou Rossi”.

A grande crítica da UGT ao atual governo é a falta de diálogo social, pois esse está sendo um governo com olhos apenas para o capital, esquecendo-se dos milhões de trabalhadores brasileiros. Antes da reforma da Previdência, o País precisa com urgência das reformas tributária e política, para que sejam corrigidas distorções entre os poderes legislativo e executivo. “FHC, Lula e Dilma promoveram certas mudanças no sistema previdenciário que acabaram, mais uma vez, por prejudicar os pobres. Não podemos reeditar maldades sociais no Brasil”, falou Rossi.

Outro tema abordado pelo presidente da central foi quanto aos movimentos de extrema direita: “muitos dos chamados líderes desses movimentos não conhecem a realidade macroeconômica do Brasil, e defendem a reforma da Previdência sem conhecimento de causa.  Muitos desses personagens nunca tiveram, sequer, uma carteira de trabalho assinada”, disse Rossi aos estudantes.

Ao final Paulo Rossi elogiou a iniciativa dos estudantes em procurar, nas centrais sindicais, fontes de informação e as opiniões quanto à realidade brasileira e os rumos de nosso País.

Post Mario de Gomes
Foto: UGT

Secretário de Comunicação UGT-PARANÁ
João Riedlinger