Contra privatização, eletricitários paralisam atividades na Eletrobras
Data: 11-06-2018 | Publicado por: UGT - Paraná

Contra privatização, eletricitários paralisam atividades na Eletrobras

donizete-01.jpgEletricitários começaram à meia noite de hoje, 11/6, uma paralisação nacional de 72 horas contra a privatização da Eletrobras. Os setores de geração e distribuição de energia não estão sendo afetados, adianta o presidente da Fenatema - Federação Nacional dos Trabalhadores  em Energia, Água e Meio Ambiente, Alexandre Donizete Martins (foto). “Mesmo havendo a  ameaça da aplicação de uma multa de RS 100.000,00 por dia, caso não mantenhamos um determinado número de trabalhadores nas unidades, os sindicatos filiados à Fenatema garantem um contingente de eletricitários para manter a normalidade da distribuição para a população, a exemplo das paralisações anteriores ”, diz Donizete. O sindicalista é diretor nacional da UGT para Assuntos Urbanitários e preside o Sindenel-PR, que representa os eletricitários de Curitiba e Região Metropolitana.

No Paraná a paralisação na Eletrosul (concessionária da companhia para a região Sul), atinge as unidades administrativas de Curitiba, Foz do Areia e Laranjeiras. A Federação ainda não tem números atualizados, mas estima que no Brasil a paralisação alcance 24 mil trabalhadores.

Alexandre Donizete lembra que há anos os trabalhadores vêm denunciando a precarização do setor elétrico brasileiro, principalmente em sua malha de distribuição. “Já tivemos vários apagões, alguns com significativo impacto na economia brasileira, mas mesmo assim os governos não ouviram os eletricitários, e o que é pior, o atual governo vem sucateando ainda mais toda estrutura da Eletrobras, criando uma falsa impressão de que a companhia precisa ser privatizada. A Fenatema, a UGT, o Sindenel e os brasileiros são contra essa absurda proposta de vender o patrimônio nacional que integra os pilares de nossa soberania”, diz Donizete.

Apesar da determinação judicial de manutenção de um quadro operando, sob a ameaça da multa, o ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Maurício Godinho Delgado disse considerar legítimo o direito da categoria à greve: “além de observar as diretrizes da Lei de Greve, os profissionais têm interesse legítimo na preservação da empresa, dos postos de trabalho e das condições profissionais e contratuais”, disse o ministro.

Post Mario de Gomes
Em 11/06/2018
Foto: UGT/Sindenel

Secretário de Comunicação UGT-PARANÁ
João Riedlinger