País perde 20,8 mil vagas com carteira em 2017, no 3º ano de queda seguido
Data: 26-01-2018 | Publicado por: UGT - Paraná

País perde 20,8 mil vagas com carteira em 2017, no 3º ano de queda seguido

O presidente da UGT-PARANÁ, Paulo Rossi, já havia questionado, em artigo publicado em dezembro de 2017, a validade da malfadada reforma trabalhista, que ao invés de criar novos postos de trabalho, mostra-se um verdadeiro fracasso na geração de empregos e renda.

E mais uma vez os números da empregabilidade no Brasil, apresentados pelo Ministério do Trabalho, estampam que o País sofre com as reformas do governo Temer, criando uma grande massa de desempregados e de trabalhadores informais.

Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta sexta-feira (26/01), mostram que o Brasil fechou 20.832 vagas com carteira assinada em 2017, terceiro ano seguido no vermelho. Só em dezembro, o país teve saldo negativo de 328.539 postos.

Em 2016, o país havia fechado 1.321.994 vagas. 

O número de empregos cortados é o saldo, ou seja, o total de demissões menos o de contratações no período.

O dado de dezembro veio melhor que a perda de 411 mil empregos projetada por analistas em pesquisa da agência Reuters. Foram 910.586 admissões e 1.239.125 desligamentos no mês.

Resultado em 2017

Segundo o ministério, o resultado do ano (-20.832 vagas) indicou uma redução de apenas 0,05% em relação ao estoque de emprego em dezembro de 2016, o que o órgão considera como estável.

"Para os padrões do Caged, esta redução em 2017 é equivalente à estabilidade do nível de emprego, confirmando os bons números do mercado na maioria dos meses do ano passado e apontando para um cenário otimista neste ano que está começando", afirmou o ministro do Trabalho substituto, Helton Yomura.

IBGE faz pesquisa diferente

Os dados divulgados hoje pelo Ministério do Trabalho consideram apenas os empregos com carteira assinada.

Existem outros números sobre desemprego apresentados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que são mais amplos, pois levam em conta todos os trabalhadores, com e sem carteira.

A última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua registrou que o Brasil tinha, em média, 12,6 milhões de desempregados no trimestre de setembro a novembro.

CLIQUE AQUI PARA LER O ARTIGO DE PAULO ROSSI

Post Mario de Gomes
Em 26/01/2018
Fonte: portal UOL
Foto: Arquivo UGT

Secretário de Comunicação UGT-PARANÁ
João Riedlinger